
«Não é sinal de saúde estar bem adaptado a esta sociedade doente»
Jiddu Krishnamurti
quarta-feira, 7 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
GOSTO DE FADO III
Raquel Tavares
"Fala da mulher sózinha"
Já estou farta de estar só
Acompanhada de nada
Já estou louca de ser rua
Tão corrida tão pisada
Já estou prenhe de amizade
Tão barriga de saudade
Ai eu ainda um dia irei rasgar a solidão
E nela entrelaçar
O olhar de uma canção
Chegar ao cume, ao cimo, ao alto
Mais longe e mais além
Mas a saber que sou alguém
Na cidade sou loucura
Sou begónia sou ciúme
E eu que sonhava ser rua
Caminho atalho lonjura
Não tenho assento na festa
Sou a migalha que resta.
Ai eu ainda um dia irei rasgar a solidão
E nela entrelaçar
O olhar de uma canção
Chegar ao cume, ao cimo, ao alto
Mais longe e mais além
Mas a saber que sou alguém
Autores:Eduardo Olímpio / Paco Bandeira
Foi mais um dia. Olhei para ti, falei contigo, e nada me mostrou que a vida te sorri.
O olhar vago, para aquele jardim, cheio de flores,de que tanto gostas, entristece-me.
A mão, que já não aperta a minha, como que a dizer-me que estás feliz por me ver, está inerte.
Volto-me de costas, choro, e penso:
"Por algum motivo, Deus te estará a dizer, que apesar de tudo, vale a pena estares aqui ao pé de nós."
Não quero que me vejas chorar, quero rir, e mostrar-te a esperança, mesmo que desconheça, se ainda sabes o que é.
domingo, 21 de março de 2010
Ei-la que chega; A PRIMAVERA
“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
…
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos… . Os casulos brancos das gardénias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efémera.”
quarta-feira, 17 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
GOSTO DE:
"queria de ti um país de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma"
Mário Cesariny
terça-feira, 2 de março de 2010
UM AMOR
segunda-feira, 1 de março de 2010
Mãos

Mãos, no Museu Rodin, foto de Howard Carson
Foto de Pão, de Maurizio Moro
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Adolescencia I
Quando era adolescente, era esta a música que ouvia.
E divertia-me, muito.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Falsa Polidez
domingo, 14 de fevereiro de 2010
ENTENDA-SE ,COMO SE QUISER !
"Inoportuna coisa é a felicidade alheia, quando somos vítimas de algum infortúnio"
domingo, 7 de fevereiro de 2010
GOSTO DE FADO II
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na História
da história da gente
e outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que tinha a cidade
Já eu percorrera
Ai ... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob a chuva
Há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
Autor; Jorge Fernando - A Chuva
sábado, 6 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
SER O PRIMEIRO DA CLASSE
A segurança ,a competência ,a tranquilidade, as certezas estabelecidas, tem uma sobrecarga , a que chamo: "Ser o primeiro da classe".O facto é que , muitos de nós não estamos preparados.
E isto é um resultado social.
Mas existe outro tipo de resultado, igualmente importante: o resultado individual.
Desde pequenos que fomos ensinados na mesma constante:
- Os bons, serão premiados.
- Os maus, serão castigados.
E nós queremos ser premiados, nem que para isso tenhamos feito, todas as vontades aos nossos pais, primos, avós, professores, amigos dos pais, padrinhos , vizinhos, amigos eu seu lá, um mundo de gente, que nos passa pela vida, e quase inspirados no espírito de um qualquer herói da história, vamos desde cedo fazendo cedências.
“…Naquele dia, não me apeteceu lavar as mãos antes de ir para a mesa, mas o olhar reprovador da minha avó, fez com que cumprisse o hábito de higiene, que me tinham ensinado, embora a água estivesse gelada.”
“…Na aula de desenho, a colega do lado sujou, o desenho geométrico com tinta da china. Prontamente, cheguei-lhe o meu frasco com álcool, fiquei sem ele…precisei também, e já não tinha…”
A certa altura da vida, quando abafados, cansados resolvemos mais uma complicação alheia, percebemos que há muito, abrimos o caminho do sofrimento.
De repente percebemos, que há muita coisa que não entendemos. Que até mesmo as nossas virtudes exacerbadas possam incomodar os outros, diria até que podem pesar como censura.
Então como podemos ser entendidos? Começamos a aprender, outras virtudes para continuar a ser: o primeiro da classe
Isso seria apenas o início da continuidade. Seria preciso perceber que a perfeição é impossível, que é pretensiosa e agressiva, e aqui colocamos o dedo na ferida.
-É urgente aceitar os nossos defeitos.
Reconheçamos que não somos tão perfeitos, como aquilo que temos mostrado ao mundo.
É necessário oferecer aos outros os nossos defeitos, assumindo de vez todos os riscos implícitos. Correndo até o perigo de não sermos amados, de ver uma porta, duas, dez… serem fechadas na nossa cara.
Porque quem nos ama de verdade tem que amar com todos os defeitos expostos, tanto quanto as qualidades.
Então deveremos saber escolher os poucos amores profundos, em troca de tantos amores superficiais.
E uma coisa é certa: esta é uma tarefa que não nos dará o troféu de: ser o primeiro da classe.
sábado, 30 de janeiro de 2010
O QUE FOMOS, E NOS QUE NOS TORNAMOS

"A vida é uma luta entre os seus aspectos revelados e o limbo em que eles se perdem e ampliam até à suprema distância imaginável; uma luta entre a realidade e o sonho, a Carne e o Verbo.
...
Ardemos num incêndio de esperança, para que reste de nós uma lembrança, um fumo que sobe e não se apaga.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Caridade HipócritaNos últimos tempos, preocupava-o sobretudo as misérias das classes - por sentir que nestas democracias industriais e materialistas, furiosamente empenhadas na luta pelo pão egoísta, as almas cada dia se tornavam mais secas e menos capazes de piedade. «A Fraternidade (dizia ele numa carta de 1886, que conservo) vai-se sumindo, principalmente nestas vastas colmeias de cal e pedra onde os homens teimam em se amontoar e lutar; e, através do constante deperecimento dos costumes e das simplicidades rurais, o Mundo vai rolando a um egoísmo feroz. A primeira evidência deste egoísmo é o desenvolvimento ruidoso da filantropia. Desde que a caridade se organiza e se consolida em instituição, com regulamentos, relatórios, comités, sessões, um presidente e uma campainha, e do sentimento natural passa a função oficial - é porque o homem, não contando já com os impulsos do seu coração, necessita obrigar-se publicamente ao bem pelas prescrições dum estatuto.Com os corações assim duros e os Invernos tão longos, que vai ser dos pobres?...»
sábado, 16 de janeiro de 2010
Estou Cansado Estou cansado, é claro,
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A música que continuo a gostar e a ouvir.
O melhor CD que comprei em 2009
O Autor, que o José Rui do Blog Eu Conto me deu a conhecer e já não dispenso, Obrigada JR
Ao meu vizinho do prédio do lado, agradeço o facto de ter comprado um bruto carrito, de o estacionar em frente à casa, de não o utilizar, pois a prestação é alta e o combustível é caro. Assim passeia a viatura de quinze em quinze dias, diz no café, que tem um carrão,mas que está mais magrito,...lá isso está!
Alimento a esperança que o senhor seja um caso raro, ou será que vamos continuar a viver para mostrar ao outro que somos o que não somos, que valemos o que não valemos...


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Teatro e cinema

Valeu a pena sair de casa
numa noite fria de Inverno, para recordar Bertolt Brecht
eO bom cinema no King na excelente realização de
Fanny Ardant
domingo, 3 de janeiro de 2010
Estados de alma
morre-se nada
quando chega a vez
- Mia Couto
domingo, 20 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Os nossos idosos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009
"Existem verdades que só podemos dizer, depois de ter conquistado o direito a dizê-las."( Jean Cocteau )
sábado, 21 de novembro de 2009
FADO
Senhora eu tenho fé,
de encontrar a minha luz
nessa imensa escuridão
Venho falar dos meus medos
São vossos os meus segredos,
que eu partilho em confissão
Senhora há tanto tempo
Que me assaltam tantas dúvidas
Não posso viver assim
Um turbilhão de incertezas,
parecem velas acesas
a queimar dentro de mim
Será senhora o destino
Que me estava reservado
desde o meu primeiro dia
Que faço ao meu coração
Sofrendo de solidão,
na dor que não me alivia.
Autores:António Laranjeira / Acácio Gomes dos Santos (Fado Acácio)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Momentos
Como disse Vergílio Ferreira
Por entre os sons da música, ao ouvido
como a uma porta que ficou entreaberta
o que se me revela em ter sentido
é o que por essa música encoberta
acena em vão do outro lado dela
e eu sinto como a voz que respondesse
ao que em mim não chamou nem está nela,
porque é só o desejar que aí batesse.
sábado, 24 de outubro de 2009
Já venho
(Foto tirada pela bisneta)
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O que dizer e o que calar...
Uma contenda na vida, é fundamental. Sempre desconfiei muito da felicidade real das pessoas, que dizem que os “abalos” não são a sua especialidade.
Mas uma boa briga é extremamente sadia, faz parte da dinâmica de uma boa relação, quando a mesma é sã.
Quando não, não há hipótese, basta um simples devaneio de ideias e os ânimos logo se alteram, e lá se vai dizendo, tudo o que se pensa, cegos de raivas, avança-se, agride-se, insulta-se. E muito dificilmente nos damos por vencidos.
No final, que felizmente acaba por chegar, estamos desfeitos, esvaziados, não tanto pela fúria para com o outro, mas pelo nosso próprio élan destrutivo.
Ficamos em seguida como resíduos difíceis de ser diluídos, dissemos frases violentas, fazemos julgamentos grosseiros dos quais em seguida nem sequer sentimos o menor orgulho.
Se por um lado “esvaziar o saco” nos dá uma sensação de alívio, por outro transmite-nos uma sensação de culpa.
E é justo que a culpa exista, se num momento de descontrolo, se disse coisas, que não se diria até aqueles, que nos são menos simpáticos.
Com o tempo talvez consigamos descobrir que a mesma fórmula de argumento não pode, nem deve ser de igual forma para todos, porque cada um de nós é uno.
Esta será uma sabedoria, aprender, quando as coisas piores, que dizemos a outros , fazem mal, sobretudo a nós mesmos.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Músicas que gosto
I used to think that I could not go on
And life was nothing but an awful song
But now I know the meaning of true love
I'm leaning on the everlasting arms
If I can see it, then I can do it
If I just believe it, there's nothing to it
If I can see it, then I can be it
If I just believe it, there's nothing to it
I believe I can fly
I believe I can touch the sky
I think about it every night and day
Spread my wings and fly away
I believe I can sore
I see me running through that open door
I believe I can fly
I believe I can fly
I believe I can fly
See I was on the verge of breaking down
Sometimes silence can seem so loud
There are miracles in life I must achieve
But first I know it starts inside of me
Cause I believe in me
If I just spread my wings
I can fly
I can fly, I can fly
If I just spread my wings
I can fly, woo
Check it out
Hmm.. fly fly fly
domingo, 4 de outubro de 2009
A 30 de Setembro de 2009
O seu pézito é do tamanho do meu dedo.
Não foi por acaso, que o indicador está em direcção ao Alto, pois entrego-lhe mais esta flôr do meu jardim, para que com a Sua ajuda, e o nosso amor possamos indicar-lhe o Caminho da Felicidade.
Que sejas feliz minha flôr!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Músicas que gosto
Esta é uma das músicas da minha vida.
Lembrei-me dela hoje.
Porque, simplesmente hoje, foi hoje!!!!!!
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Os Anos são Degraus

Os anos são degraus,
sábado, 29 de agosto de 2009
Que mais posso dizer?
Pintura de Gustav MoreauAmigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!
«Amigo»
(recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser,
é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
reposição de post
A., moldado em infância de rebeldia era “Zorro”, não na verdade da palavra, pois o pai, homem de honra, e funcionário público não se poderia dar ao luxo de ter um produto por si germinado, e correr o risco de ficar sem emprego pelo que a opção, seria carimbar-lhe a sua assinatura.E assim se registou, com o nome do pai e apelido de família, não sem antes empacotar no intervalo o sobrenome da mãe.
L., é gema de uma família que não se zangava com Deus. A sua origem social, não permitia conhecer maravilhas, as terras não eram muitas, mas lá se colhia e criava o suficiente para sustentar oito filhos, e no inicio do século apesar da ingratidão dos tempos, todos eles foram à escola.Na facilidade do riso e na ternura do amor, os sacrifícios valeram a pena, pois incluída no lote dos oito, L., viveu uma infância feliz e uma adolescência encostada às irmãs mais velhas, que já tinham deixado a aldeia, deixando os pais vestidos de silêncio e de saudades da prole.Gozava do pretígio de ser uma menina bem comportada. Aprendera a ler, a cozinhar, a bordar.Começara a botar corpo, e os ouvidos já desabituados do carinho dos pais, pois já há muito que deixara de os ter por perto , os sussurros de A.,faziam ninho de tentação...
E,Quando um casal mal ganha para a renda do quarto, os transportes lhe levam mais do que a calçada lhe gasta nos tacões, o caldo é de batatas e couve, um filho é erva daninha em terreno que se queria de pousio.Descendência era privilégio de rico.Não se acautelaram.
L.,
transformou-se em terra adubada.
Habitavam em quarto exíguo, sem jamais esperar mudança, mas o fedelho vingaria, apesar de malgrado o esforço de cada dia.
LISBOA deixara de ser considerada um conto de fadas, o casamento tão pouco, o trabalho começava ainda o sol, não tinha nascido, a “féria” era parca, e a vida por si, só tinha razão, porque em dia de delírio, remeteu um catraio ao mundo, que lhe acena em parto ainda feito de dor.
Em hora que a cidade já pulsava, a criança ao abrir os olhos, depara-se com o planeta em desordem. Apesar de ser quarta feira e os videntes crerem que o dia é propício para, grandes negócios, favorece a escrita e inspira confiança, nesse dia Agostinho Neto, regressa a Luanda e assume a presidência do movimento, o Partido Comunista defende uma solução pacífica para o problema político português, começa o período de emissões experimentais da RTP, e pela primeira vez na história, os Jogos Olímpicos foram realizados fora da Europa ou dos Estados Unidos, chegando à Austrália. 
Grandes mudanças, mas a fonte que aconchega o bebé, revela-se uma imagem apagada, encolhida, vazia de queixumes como quem cheirou a habilidade de revelar poucas falas, olhos baixos, e sorriso acanhado, mas de dentro emanava um calor, que iria fazer espigar o inocente, por forma a atestar, que o destino ruim de ter nascido serva, não lhe cederia por herança.
E aqui começa o "INICIO DE MIM" !
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
AMIZADE II
Estou óptima!Olho-me no espelho, e até consigo sorrir para o que vejo.
As pequenas rugas que se formam junto dos olhos, são começo de velhice, não são o que normalmente chamamos de traços expressão. Volto a olhar e o que se reflecte:
- Não é aparentemente um facto importante.
E digo:
- Espelho meu, espelho meu, quem sou eu?
Durante muito tempo das nossas vidas, não nos conhecemos, e até acredito que alguns não se conheçam nunca.
A procura de nós mesmos é uma das vigas mestras da nossa existência, a mola que impulsiona a grande parte dos nossos actos e relações.
Reconhecer que tivemos relações de considerável amizade, e hoje não ser-mos capazes de fazer um relato minucioso e completo dessas vivências entristece-me.
É verdade, que durante as nossas vidas conhecemos e damo-nos a outros e que juntos costuramos retalhos de conhecimento, tivemos interesses comuns, precisámos uns dos outros, de uma forma ou de outra, e facilmente aplicávamos a Lei da Entreajuda.
O facto é que naquela altura, as alegrias, as emoções, as descobertas, as confidências que vivemos estavam tão enraizadas, que não me permitiam perceber onde começavam ou terminavam as influências, nem consigo apontar agora, os desmazelados momentos que considerei de verdadeira amizade.
Hoje a distância domina-nos, e não se trata de um distanciamento geográfico, mas de um desdobramento de identidades, que não conjugam, ou simplesmente caminhos abstractos,que nem todos entendem.
Fragmentadas as partes com quem julguei amigo, tento elaborar a dinâmica de um todo que me ajudará a um todo melhor.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
HOJE ESTOU ASSIM...
Repara: — a imóvel crisálida
Que misteriosa influência
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Uma nova etapa

sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Pela 2ª vez há 26 anos

segunda-feira, 20 de julho de 2009
A caminho do caminho
Somos socialmente educados para dar “boa impressão” e a nossa primeira reacção é olhar para o lado e procurar nos outros o efeito dos nossos actos.No processo de atendimento e entendimento dos desejos, aprendi que deveria manter-me ligada a mim mesma , respeitando aquilo que os outros pensam em vez de me preocupar com o que os demais vão pensar.
Diz-se normalmente que “aprendemos com o sofrimento”, desconfio que é errado.
Eu acho que a sofrer pouco se aprende, nem mesmo a sofrer menos. Admito todavia que pode ser um agente riquíssimo se conseguirmos aprender que do sofrimento podemos tirar lições, ou seja se durante o processo olharmos de frente e procurar ver porque foi causado, como actua em nós, como o recebemos, como aceitamos o mundo quando a sua carga nos esmaga, e finalmente como saímos dele.
Ser feliz, creio, é a proximidade de um conhecimento maior de nós e dos outros, é a possibilidade de uma outra integração no universo.
Será que ser feliz e ter paz interior deveriam ser irmãs?
Não tenho a certeza. E por paz não entendo o acomodar-me, mas sim uma espécie de serenidade que se consegue alcançar, não dominando os próprios conflitos, mas saber conviver com eles, (ou tentar aprender a conviver).
Assim felicidade é de alguma forma sabedoria. Mas há graus de felicidade, bem como há graus de sabedoria, assim arriscaria que uma pequena felicidade pode corresponder a uma pequena sabedoria, ou conhecimento como se queira.
Porque o ser feliz é estar-se voltado para a compreensão do universo, é ser generoso, ter alma aberta, não só para si como para os outros.
E continuando a puxar o fio das explicações, acabo por chegar irrefutavelmente a Deus.
Eu que até achava que era uma católica razoável, cheguei um pouco mais longe.
Afinal ser feliz é ser aceite por Deus e ELE é a felicidade por execelência.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
QUESTÕES
CHATAUNEUF, guardião de armas de Luis XIII, ao ver um menino de apenas nove anos respondendo a todas as perguntas feitas pelo bispo, com requintes detalhados, arriscou uma pergunta de difícil resposta:“Eu lhe darei uma laranja se me disser onde está Deus.”
“Meu senhor,” respondeu o menino,“Eu dar-lhe-ei duas laranjas se me disser onde Deus não está! “
segunda-feira, 13 de julho de 2009
CRIANÇA
sábado, 11 de julho de 2009
Como aplicar a lei do menor esforço
"Terei de praticar a Aceitação. Hoje aceito pessoas, situações, circunstâncias e acontecimentos, tal como eles ocorrerem. Reconhecerei que este momento é aquilo que deveria ser, porque todo o Universo é, como deveria ser. Não lutarei contra todo o Universo, lutando cotra o momento presente. A minha aceitação é total e completa. Aceito as coisas como elas são no momento, não como eu gostaria que fossem."quinta-feira, 9 de julho de 2009
MUDANÇAS
Obrigada Amigas.

Independência é a condição de não depender , de não ser tutelada de ser dona das próprias decisões, de ser autónoma.
E aí teremos que enfrentar a ideia argentária. Não é um conceito edificante, mas sem independência económica, não existe independência.
A partir do facto elementar que é preciso comer, e não há comida gratuita, porque mesmo que plantemos, precisamos de solo, e de uma semente para geminar.
Com um salário na mão definimos os nossos padrões, o que podemos fazer, onde podemos morar e até onde podemos ir.
Mas será que independência é tão simples assim?
Todo o conhecimento é necessário para chegarmos e manter a independência.
Não se trata apenas de afirmá-la, mas também de demonstrá-la.
Não basta o conhecimento de uma profissão, embora seja indispensável para o tal caminho do sustento, mas para cuidar de nós é preciso muito mais, e não me refiro aos cursos, às roupinhas ou às nossas necessidades supérfluas.
É preciso sabermos em que mundo vivemos, quem nos rodeia, quais as nossas grandes questões.
São estes conhecimentos que dão à vida uma arquitectura mais sólida.
Sustentar uma vida é nada mais que arrumar as nossas dúvidas, perante as respostas que se nos oferecem.
E na hora do arrumo, quando estamos com a bateria quase descarregada, vamos conferir a contabilidade e damos de caras com um benefit, que nos mostra que há sempre um amanhã promissor à nossa frente. Um amanhã movimentado. Vital, com trabalho, fraquezas a vencer e forças novas a despertar.
Privilégio é a forma como nos sentimos compensados, reconhecer que não damos só importância à conta da luz, ou por não termos com quem sair numa noite de sexta feira.
Independência é não ter medo de crescer, independentemente da nossa idade.
Ou seja independência é coisa muito profunda, que não basta entregar a uma empresa
de mudanças.
domingo, 5 de julho de 2009
"Não posso fechar os olhos quando a luz é intensa demais e queima as letras que pensava eram meu nome.quarta-feira, 1 de julho de 2009
PINA BAUSCH
Projectava como ninguém a comunicação entre os géneros, traduzidos na diversidade dos trabalhos que nos ofereceu.
A sua marca dotou as Artes, como poucos!
domingo, 28 de junho de 2009
Etapas
Sabendo reconhecer as etapas da vida, a intensidade dos bons e maus momentos, conseguimos distinguir entre um simples aborrecimento e uma dor bem forte.
Abafar uma simples contrariedade, podemos faze-lo na alegria e uma festa, numa ida ao cinema, no assistir a um concerto de Verão, não é a mesma coisa que tentar superar uma dor séria. Uma chatice é uma pedra no caminho, uma grande dor é uma montanha de difícil escalada, é fundamental não confundir pedras com montanhas.
Pedras, podemos saltá-las sem esforço, montanhas dividem o espaço, interrompem, estabelecem um antes e um depois, e é aí o ponto, em que visivelmente alguma coisa em nós se modifica .
E o que exigem de nós essas montanhas? Basicamente, atenção. Funcionam como um sinal de alerta. Ordenam um olhar mais atento, há perigo perto, convém prevenir-nos antes do próximo movimento.
Acalmado o primeiro impulso ansioso, que nos impede para a fuga veremos que enfrentar montanhas, não é tão mau como se temia, desde que analisemos em detalhe a causa do que estamos a viver e entender porque é que chegámos até ali.
É no decorrer deste trabalho que deglutimos e incorporamos os factos na nossa própria vida, preparando-nos ao mesmo tempo para traçar novos rumos, e não nos deixarmos perder na intensa vegetação da montanha.
Dos maus momentos da vida, daqueles que parecem eternos, saímos mais fortes e talvez um pouco mais maduros.
Ganhamos mais, e abrimo-nos para os outros de uma outra forma.
Conquistamos também uma pequenina parte da humildade tão necessária para aceitar que ainda atravessaremos outras fases de sofrimento. E entenderemos que em cada uma delas ganharemos um novo fôlego para o momento seguinte.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
ESPERANÇA
Espero que o dia de amanhã, não seja tão massacrante como o de hoje!Foi demais...
Mas alguma coisa me diz, que o SOL vai brilhar novamente...















