
Valeu a pena sair de casa
numa noite fria de Inverno, para recordar Bertolt Brecht
eO bom cinema no King na excelente realização de
Fanny Ardant

e
"Existem verdades que só podemos dizer, depois de ter conquistado o direito a dizê-las."( Jean Cocteau )
(Foto tirada pela bisneta)
Uma contenda na vida, é fundamental. Sempre desconfiei muito da felicidade real das pessoas, que dizem que os “abalos” não são a sua especialidade.
Mas uma boa briga é extremamente sadia, faz parte da dinâmica de uma boa relação, quando a mesma é sã.
Quando não, não há hipótese, basta um simples devaneio de ideias e os ânimos logo se alteram, e lá se vai dizendo, tudo o que se pensa, cegos de raivas, avança-se, agride-se, insulta-se. E muito dificilmente nos damos por vencidos.
No final, que felizmente acaba por chegar, estamos desfeitos, esvaziados, não tanto pela fúria para com o outro, mas pelo nosso próprio élan destrutivo.
Ficamos em seguida como resíduos difíceis de ser diluídos, dissemos frases violentas, fazemos julgamentos grosseiros dos quais em seguida nem sequer sentimos o menor orgulho.
Se por um lado “esvaziar o saco” nos dá uma sensação de alívio, por outro transmite-nos uma sensação de culpa.
E é justo que a culpa exista, se num momento de descontrolo, se disse coisas, que não se diria até aqueles, que nos são menos simpáticos.
Com o tempo talvez consigamos descobrir que a mesma fórmula de argumento não pode, nem deve ser de igual forma para todos, porque cada um de nós é uno.
Esta será uma sabedoria, aprender, quando as coisas piores, que dizemos a outros , fazem mal, sobretudo a nós mesmos.
I used to think that I could not go on
And life was nothing but an awful song
But now I know the meaning of true love
I'm leaning on the everlasting arms
If I can see it, then I can do it
If I just believe it, there's nothing to it
If I can see it, then I can be it
If I just believe it, there's nothing to it
I believe I can fly
I believe I can touch the sky
I think about it every night and day
Spread my wings and fly away
I believe I can sore
I see me running through that open door
I believe I can fly
I believe I can fly
I believe I can fly
See I was on the verge of breaking down
Sometimes silence can seem so loud
There are miracles in life I must achieve
But first I know it starts inside of me
Cause I believe in me
If I just spread my wings
I can fly
I can fly, I can fly
If I just spread my wings
I can fly, woo
Check it out
Hmm.. fly fly fly
O seu pézito é do tamanho do meu dedo.
Não foi por acaso, que o indicador está em direcção ao Alto, pois entrego-lhe mais esta flôr do meu jardim, para que com a Sua ajuda, e o nosso amor possamos indicar-lhe o Caminho da Felicidade.
Que sejas feliz minha flôr!

Pintura de Gustav Moreau
A., moldado em infância de rebeldia era “Zorro”, não na verdade da palavra, pois o pai, homem de honra, e funcionário público não se poderia dar ao luxo de ter um produto por si germinado, e correr o risco de ficar sem emprego pelo que a opção, seria carimbar-lhe a sua assinatura.
L., é gema de uma família que não se zangava com Deus. A sua origem social, não permitia conhecer maravilhas, as terras não eram muitas, mas lá se colhia e criava o suficiente para sustentar oito filhos, e no inicio do século apesar da ingratidão dos tempos, todos eles foram à escola.Na facilidade do riso e na ternura do amor, os sacrifícios valeram a pena, pois incluída no lote dos oito, L., viveu uma infância feliz e uma adolescência encostada às irmãs mais velhas, que já tinham deixado a aldeia, deixando os pais vestidos de silêncio e de saudades da prole.Gozava do pretígio de ser uma menina bem comportada. Aprendera a ler, a cozinhar, a bordar.Começara a botar corpo, e os ouvidos já desabituados do carinho dos pais, pois já há muito que deixara de os ter por perto , os sussurros de A.,faziam ninho de tentação...
E,Quando um casal mal ganha para a renda do quarto, os transportes lhe levam mais do que a calçada lhe gasta nos tacões, o caldo é de batatas e couve, um filho é erva daninha em terreno que se queria de pousio.Descendência era privilégio de rico.Não se acautelaram.
L.,
transformou-se em terra adubada.
Habitavam em quarto exíguo, sem jamais esperar mudança, mas o fedelho vingaria, apesar de malgrado o esforço de cada dia.
LISBOA deixara de ser considerada um conto de fadas, o casamento tão pouco, o trabalho começava ainda o sol, não tinha nascido, a “féria” era parca, e a vida por si, só tinha razão, porque em dia de delírio, remeteu um catraio ao mundo, que lhe acena em parto ainda feito de dor.
Em hora que a cidade já pulsava, a criança ao abrir os olhos, depara-se com o planeta em desordem. Apesar de ser quarta feira e os videntes crerem que o dia é propício para, grandes negócios, favorece a escrita e inspira confiança, nesse dia Agostinho Neto, regressa a Luanda e assume a presidência do movimento, o Partido Comunista defende uma solução pacífica para o problema político português, começa o período de emissões experimentais da RTP, e pela primeira vez na história, os Jogos Olímpicos foram realizados fora da Europa ou dos Estados Unidos, chegando à Austrália. 
Grandes mudanças, mas a fonte que aconchega o bebé, revela-se uma imagem apagada, encolhida, vazia de queixumes como quem cheirou a habilidade de revelar poucas falas, olhos baixos, e sorriso acanhado, mas de dentro emanava um calor, que iria fazer espigar o inocente, por forma a atestar, que o destino ruim de ter nascido serva, não lhe cederia por herança.
E aqui começa o "INICIO DE MIM" !
Estou óptima!

Somos socialmente educados para dar “boa impressão” e a nossa primeira reacção é olhar para o lado e procurar nos outros o efeito dos nossos actos.
CHATAUNEUF, guardião de armas de Luis XIII, ao ver um menino de apenas nove anos respondendo a todas as perguntas feitas pelo bispo, com requintes detalhados, arriscou uma pergunta de difícil resposta:
"Terei de praticar a Aceitação. Hoje aceito pessoas, situações, circunstâncias e acontecimentos, tal como eles ocorrerem. Reconhecerei que este momento é aquilo que deveria ser, porque todo o Universo é, como deveria ser. Não lutarei contra todo o Universo, lutando cotra o momento presente. A minha aceitação é total e completa. Aceito as coisas como elas são no momento, não como eu gostaria que fossem."
"Não posso fechar os olhos quando a luz é intensa demais e queima as letras que pensava eram meu nome.
Espero que o dia de amanhã, não seja tão massacrante como o de hoje!
Também tenho a minha Flor de Lótus dentro da mente, tal como ela, que emerge de águas lodosas e aparece de branco imaculado, também eu sofro metamorfoses, e não serei por isso desprezível.
"...Quando dois seres se entregam, não sabem o que fazem, não sabem o que querem, não sabem o que procuram, não sabem mesmo o que irão encontrar..."


Nome: YOUKI